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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Passo - a - Passo Instação Debian- Parte 2

Particionando o disco rígido

Esse passo é de fundamental importância, alerto que o mesmo deve ser feito com extremo cuidado e atenção. Devo ressaltar que o autor desse tutorial não se responsabiliza por qualquer dado perdido.

Antes de prosseguirmos com o nosso tutorial, vamos à algumas explicações básicas sobre sistemas de arquivos.

Cada sistema de arquivos serve para oferecer ao sistema operacional a estrutura necessária para ler/gravar os arquivos.

Dentre os sistemas de arquivos suportados pelo GNU/Linux posso destacar os seguintes:

Ext3 - Esse sistema possui melhorias em relação ao EXT2, como destaque principal o recurso de jornaling. O jornaling mantém um log de todas as operações no sistema de arquivos, caso aconteça uma queda de energia elétrica, o fsck verifica o sistema de arquivos no ponto em que estava quando houve a interrupção.

SWAP - Usado para oferecer memória virtual ao sistema.

ReiserFS - Este é um sistema alternativo ao Ext2/3 que também possui journaling, entre as suas principais características estão que ele possui tamanho de blocos variáveis, suporte a arquivos maiores que 2 GB (essa é uma das limitações do Ext3) e o acesso mhash a árvore de diretórios é um pouco mais rápida que o Ext3.

O particionador de discos será carregado (Fig 2.0).
Debian Linux: Particionador de disco
Fig. 2.0
Opções:
  • Assistido - usar o disco inteiro - Essa opção usará todo o disco rígido, caso você não tenha outro sistema operacional na sua máquina e não possua conhecimentos sobre o particionamento manual do seu HD, poderá usar esta opção.
  • Assistido - usar o disco todo e configurar LVM - mesma coisa da opção anterior, porém com uma diferença, ele instalará e configurará o LVM, um recurso disponível no Linux que significa (Logical Volume Manager - Gerenciador de Volume Lógico), serve para redimensionar a partição caso o espaço fique pequeno.
  • Assistido - usar o disco todo e LVM criptografado - mesma coisa da opção anterior, porém além de instalar o LVM, irá criptografar todo o seu disco rígido. Aconselhável somente para quem sabe o que esta fazendo.
  • Manual - Essa opção requer um pouco mais de conhecimento do usuário.

Para fins de conhecimento, vamos usar a opção manual.

Depois de selecionada a opção manual a seguinte tela aparecerá (Fig 2.1).
Debian Linux: Particionar disco manualmente
Fig. 2.1
Selecione em seu HD o espaço livre e pressione enter.

A seguinte tela (Fig 2.2) aparecerá perguntando como você deseja usar o espaço livre.
Debian Linux: Espaço livre em disco
Fig. 2.2
Opções:
  • Criar uma nova partição - Para criar uma partição manualmente.
  • Particionar automaticamente o espaço livre - O sistema irá analisar o espaço livre e com base nessas informações irá particionar automaticamente. Recomendado para quem está em dúvida de como particionar.

Para o nosso exemplo usaremos a primeira opção "Criar uma nova partição", selecione e pressione enter.

Vamos adotar para fins de conhecimento o seguinte layout de particionamento:

100 MB para a partição de boot do sistema. Altamente recomendado para quem vai usar LVM.

Digite 100 MB, o sistema de instalação consegue identificar a nomenclatura MB (Fig 2.3).
Debian Linux: Criar uma nova partição
Fig. 2.3
Pressione tab, selecione continuar e pressione enter.
Debian Linux: Nova partição
Fig. 2.4
Aparecerá perguntando o tipo da partição, por padrão o GNU/Linux aceita quatro partições primárias, para o nosso exemplo vamos criar duas partições primárias e o restante em partições lógicas.

Pressione enter e a próxima tela que aparecerá, perguntará se você deseja que a nova partição seja criada no início ou no final do espaço disponível, selecione início e pressione enter.

Selecione "ponto de montagem", conforme figura 2.5 e pressione enter.
Debian Linux: Ponto de montagem
Fig. 2.5
Na tela que se segue selecione /boot e pressione enter, o sistema voltará para a tela 2.5, selecione agora a opção "flag inicializável" e pressione enter, feito isso selecione "finalizar a configuração da partição".

Obs.: Anote o caminho da sua partição onde ficará o boot, vamos precisar dela mais para frente.

O sistema voltará para o particionador de discos (Fig 2.0).

Vamos criar agora a partição de SWAP (área de troca) que vai auxiliar a memória RAM caso seja necessário.

Selecione novamente o espaço livre e pressione enter.

Selecione "Criar uma nova partição" e vamos colocar para fins de aprendizagem 1 GB, após digitado a quantidade pressione Tab, selecione a opção continuar e pressione enter.

Aparecerá novamente a tela 2.4, vamos repetir os passos mencionados no item anterior, quando aparecer a tela 2.5 selecione "usar como:" e escolha a opção "área de troca", pressione enter, logo em seguida selecione a opção "finalizar a configuração da partição".

O sistema voltará para o particionador de discos (Fig 2.0).

Selecione novamente o espaço livre e pressione enter.

Vamos criar a partição /home fora da partição raiz /, essa atitude é altamente recomendada, se possível em outro HD.

Selecione "Criar uma nova partição", seria interessante colocar uns 40 ou 50 % do espaço livre para essa partição, visto que é nela que ficarão todos os arquivos e configurações dos usuários do sistema, depois de digitado a quantidade, pressione Tab, selecione a opção continuar e pressione enter.

Vamos escolher agora como tipo de partição "Lógica", pressione enter, novamente selecionamos "início" e pressione enter.

Na tela 2.5, selecione a opção "ponto de montagem", pressione enter e escolha a opção /home, pressione enter novamente e depois selecione "finalizar a configuração da partição".

O sistema voltará para o particionador de discos (Fig 2.0).

Selecione novamente o espaço livre e pressione enter.

Vamos criar agora a partição raiz /, para funcionar corretamente com um sistema básico são necessários somente 300 MB, mas vamos usar para fins de aprendizagem todo o espaço livre restante.

Selecione criar uma nova partição, deixe o espaço livre, aperte tab e selecione continuar, crie a partição como lógica, na tela já estará selecionado como ponto de montagem a partição raiz /, somente selecione a opção finalizar a configuração da partição.

Lembrando que estamos usando o sistema de arquivos ext3, padrão do Debian, esse sistema de arquivos oferece suporte a Journaling.

Agora selecionamos a opção "Finalizar o particionamento e gravar mudanças no disco".

A tela 2.6 aparecerá informando todas as mudanças feitas no disco rígido, caso esteja tudo correto selecione sim e pressione enter.
Debian Linux: Finalizar particionamento de disco
Fig. 2.6
O sistema formatará as partições.

Configurações de usuários

Logo após a formatação dos discos, o sistema pedirá pra que você selecione o seu fuso horário, escolha o que for apropriado pra você e pressione enter.

O próximo passo será o de cadastramento da senha de root, escolha uma senha, pressione enter, o sistema vai pedir para que você confirme a senha.

Agora um passo de fundamental importância, a criação de um usuário, esse processo é importante para evitar que você sempre efetue login como super-usuário do sistema, podendo assim acidentalmente danificar o seu sistema ao executar um comando errado.

Digite o seu nome completo (Fig 2.7).
Debian Linux: Criação de usuário
Fig. 2.7
Pressione enter, digite o seu nome de usuário (login) - Fig 2.8.
Debian Linux: Nome de usuário
Fig. 2.8
Pressione enter, digite as senhas para o seu usuário e pressione enter (Fig 2.9).
Debian Linux: Digite a senha
Fig. 2.9
 

Configuração do gestor de pacotes “apt"

A distribuição debian tem um poderoso sistema de gestão de pacotes de software, chamado “apt", que facilita a actualização ou instalação de novos pacotes a partir de várias fontes, nomeadamente a partir de repositórios existentes na Internet.
Para uma eficiente instalação de pacotes a partir da Internet, deve-se seleccionar o repositório geograficamente mais próximo, utilizando um ”mirror”:
Em primeiro lugar, deve-se escolher o país:
08-mirror-1.PNG Em seguida, escolher o mirror mais próximo:
08-mirror-2.PNG Caso se utilize um proxy para aceder à Internet, indicar o endereço do proxy:
08-mirror-3.PNG Finalmente, é configurado o apt:
08-mirror-4.PNG

Concurso de popularidade

A comunidade debian mantém um concurso de popularidade interno, como meio para obter estatísticas dos sistemas instalados. Caso se queira contribuir, seleccionar Yes:
09-popcon-1.PNG

Selecção do software a instalar

O instalador propõe a instalação de um sistema standard. Como queremos personalizar totalmente o nosso sistema, anulamos qualquer selecção existente de modo a instalar apenas um sistema mínimo.
10-soft-1.PNG

Instalação do gestor de arranque “grub

O sistema está praticamente instalado, mas para que possa arrancar, deve ser instalado o gestor de arranque “grub” no master boot record do disco:
11-grub-1.PNG

Terminar a instalação

A instalação está terminada. Retirar o CD-Rom de instalação da drive e escolher “continuar” para terminar a instalação e arrancar com o novo sistema debian lenny:
12-finish-1.PNG

O primeiro arranque do sistema

Se este ecran for mostrado, parabéns, a instalação foi bem sucedida!
13-boot-1.PNG

Login

O primeiro login:
14-login-1.PNG
 

Passo - a - Passo Instação Debian- Parte 1

Introdução

Debian é simultaneamente o nome de uma distribuição não comercial (gratuita e de código fonte aberto) do GNU/Linux e de um grupo de voluntários espalhados pelo mundo todo que a desenvolvem e a mantém.

O Debian GNU/Linux é especialmente conhecido pelo seu sistema de de pacotes, chamado APT, que permite atualizações e instalações relativamente fáceis e quase sem esforço.

O ciclo de desenvolvimento das versões do Debian GNU/Linux passa por três fases:

Unstable - instável, aqui são adicionados os novos pacotes, essa versão, como o próprio nome já diz, é bastante instável, é nela que os desenvolvedores mais trabalham, é importante lembrar que nessa versão não existe o repositório de segurança.

Testing - teste, a testing é uma distribuição gerada automaticamente. Ela é gerada da distribuição instável (unstable) por um conjunto de scripts que tentam mover pacotes que provavelmente não possuem bugs críticos ao lançamento (release-critical). Eles o fazem de modo a garantir que as dependências dos outros pacotes na testing sempre possam ser satisfeitas (http://www.debian.org/devel/testing.pt.html).

Stable - estável, esta é a versão final, nenhum pacote é adicionado, ela recebe apenas atualizações de segurança ou reparos para bugs críticos. É a versão própria para o uso em desktops e servidores, ou seja, própria para o uso.

Quando as versões estão na fase "testing", elas são identificadas por nomes tirados dos personagens do filme Toy Story. Ao se tornarem "stable", as versões recebem um número de versão.

Na versão "unstable" ela recebe o nome do personagem SID.

Um pouco da história dessa maravilhosa distro pode ser acessada através do link abaixo: Debian.org: Project history.

Para maiores informações visite A FAQ (perguntas frequentes) do Debian GNU/Linux: Debian FAQ.

Arquitetura suportada

O Debian GNU/Linux suporta as 11 maiores arquiteturas existentes:

Intel x86 / IA-32 (i386) - x86 ou 80x86 é o nome genérico dada à família (arquitetura) de processadores baseados no Intel 8086, da Intel Corporation. A arquitetura é chamada x86 porque os primeiros processadores desta família eram identificados somente por números terminados com a seqüência "86": o 8086, o 80186, o 80286, o 80386 e o 80486.

Motorola 68k (m68k) - Motorola 680x0/0x0/m68k/68k/68K é uma família de microprocessadores CISC 32-bit utilizados em uma ampla gama de dispositivos, concorrendo principalmente com a família x86 da Intel. A família 680x0 de processadores foi usada em uma gama de sistemas, desde a calculadora TI-89 da Texas Instruments até sistemas de controles do Ônibus Espacial.

Sun SPARC (sparc) - SPARC (acrônimo para Scalable Processor ARChitecture, significa Arquitetura de Processadores Escaláveis) é uma arquitetura de processador desenvolvida pela Sun em 1985 baseada na arquitetura RISC.

A empresa desenvolveu a sua própria implementação SPARC (UltraSPARC) e também licenciou a arquitetura para outros fabricantes, como a Fujitsu, para que produzissem processadores compatíveis.

A arquitetura SPARC é inspirada na máquina RISC I de Berkeley, e o seu conjunto de instruções e organização de registos é fortemente baseado no modelo RISC de Berkeley. Para maiores informações visite: http://pt.wikipedia.org/wiki/SPARC

Outras arquiteturas:
  • Alpha (alpha)
  • Motorola/IBM PowerPC (powerpc)
  • ARM (arm and armel)
  • MIPS CPUs (mips and mipsel)
  • HP PA-RISC (hppa)
  • IA-64 (ia64)
  • S/390 (s390)
  • AMD64 (amd64) 

Iniciando instalação do Debian

Obtendo o CD de instalação

Escolha a sua arquitetura, decida qual a versão que você vai querer usar e faça o download da ISO, para fins de estudo vamos adotar a versão "Stable".

Baixe a ISO em: http://www.br.debian.org/CD/http-ftp/#stable

Após o download grave em um disco, prossiga com o restante do tutorial.

Insira o CD ou DVD contendo a imagem de instalação do sistema.

Quando iniciado aparecerá uma tela como essa.
Debian Linux: Início de instalação
Essa tela é na verdade um prompt onde podemos usar várias configurações de instalação, como instalar usando o instalador gráfico (abordado em outro tutorial), carregar configurações para quem está tendo problemas com a instalação, por exemplo, ao tentar instalar uma tela preta aparece e não sai mais, pode ser problema com o seu gerenciamento de energia ou com sua resolução, pois bem, é a partir desse prompt que temos a interface de instalação para usuários com pouco conhecimento e usuários experts.

Vamos fazer uma instalação básica do sistema, para isso aperte ENTER ou digite "install" e pressione ENTER.

A primeira tela que aparece após os arquivos de instalação terem sido carregados é a de "Choose Language", aqui você escolherá qual a linguagem deseja usar no seu sistema, para o nosso exemplo vamos usar "Portuguese (Brazil)", desça o cursor ate chegar à linguagem escolhida.
Debian Linux: Escolher linguagem
A próxima tela que aparecerá está perguntando, com base na linguagem escolhida, em que país você está, selecione Brasil e pressione ENTER .
Debian Linux: Selecionar país
Logo em seguida será carregada a tela pedindo para selecionarmos o layout de teclado, como meu teclado é ABNT2, escolhi Português Brasileiro (br-abnt2).
Debian Linux: Teclado ABNT2
O sistema tentará detectar o seu hardware.
Debian Linux: Detectar hardware
Se você possuir um serviço de DHCP rodando em seu roteador, ele vai configurar o seu endereço IP automaticamente, caso contrário ele vai exibir a seguinte tela.
Debian Linux: Rede via DHCP
Dizendo que a configuração automática da sua placa de rede falhou, não se preocupe com isso agora, vamos resolver esse problema mais a frente, pressione enter e vamos continuar com a nossa instalação.

A seguinte tela  aparecerá pedindo para você configurar a rede manualmente, caso você conheça o seu esquema de rede pressione enter, caso contrário selecione a opção "Não configurar a rede agora".
Debian Linux: Configurar rede manualmente
Vamos escolher o nome da nossa máquina, escolha um nome ou mantenha o nome sugerido pelo sistema Debian.
Debian Linux: Escolher nome da máquina
Pressione tab e selecione continuar, pressione enter.




quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Google Street View "Show de Bola!!!!"

Finalmente, o Google Street View está lançado no Brasil. Agora, quem acessa o Google Maps pode se divertir com passeios por 51 cidades brasileiras. Dessa maneira, o país é o primeiro da América Latina a ser contemplado pelo serviço.
São Paulo (e todos os municípios da Grande São Paulo), Rio de Janeiro e Belo Horizonte são apenas algumas da lista, que inclui também pontos históricos como Ouro Preto, por exemplo. Ao todo, foram percorridos 150 mil quilômetros de vias por essas cidades.
Marcelo Quintella, gerente de produtos da Google no Brasil, afirma que o conteúdo deve ser disponibilizado aos poucos a partir de hoje. Como é de praxe da Google, nem todos os usuários são contemplados ao mesmo tempo. Hoje, apenas 1% dos usuários pode conferir o serviço (aqueles que usam Blackberry, iPhone e Android). A expectativa é de que todos possam acessar os mapas na próxima segunda-feira (4).
Mas ainda hoje, até o final do dia, a Google vai lançar o site exploreostreetview.com.br, uma espécie de “palhinha” do serviço completo. Nesse site, os usuários poderão interagir com o serviço, enviando sugestões de locais interessantes de serem visitados.
Capitais e regiões metropolitanas devem ser as próximas áreas a serem mapeadas. Isso deixa os planos iniciais da Google mais abrangentes: antes a ideia inicial era mapear primeiro as cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.
A primeira fase do mapeamento foi feita com veículos da montadora Fiat. Nesta segunda fase, começam a surgir obstáculos, mas já há soluções também.


Os veículos que monitoraram as cidades.

Para locais de difícil acesso, o Street View tem duas “armas”. A primeira é a utilização de fotos tiradas por usuários em um passeio virtual. Assim fica mais fácil observar pontos turísticos, como o Cristo Redentor.
A segunda é um triciclo. O Trike, utilizado para mapear as ruas mais complicadas. O veículo já foi utilizado em ruas estreitas da Itália e é ideal para mapear cidades históricas ou áreas como parques, por exemplo.

Distribuição Ubuntu

Ubuntu é um sistema operacional (português brasileiro) ou sistema operativo (português europeu) de código aberto construído em volta do núcleo GNU/Linux baseado no Debian, sendo o sistema operativo de código aberto mais popular do mundo. É patrocinado pela Canonical Ltd (dirigida por Jane Silber).

O Ubuntu diferencia-se do Debian por ser lançado semestralmente, por disponibilizar suporte técnico nos dezoito meses seguintes ao lançamento de cada versão (em inglês) e pela filosofia em torno de sua concepção.

A proposta do Ubuntu é oferecer um sistema operativo que qualquer pessoa possa utilizar sem dificuldades, independentemente de nacionalidade, nível de conhecimento ou limitações físicas. O sistema deve ser constituído totalmente de software gratuito e livre, além de isenta de qualquer taxa. Actualmente uma organização cuida para que cópias sejam remetidas em CDs para todo o mundo sem custos.

A Comunidade Ubuntu ajuda-se mutuamente, não havendo distinção de novatos ou veteranos; a informação deve ser compartilhada para que se possa ajudar quem quer que seja, independentemente do nível de dificuldade. Os fãs do Ubuntu são conhecidos como ubuntistas, ubunteiros ou ubunteros.

O sistema operativo Ubuntu está em primeiro lugar no Distrowatch [1], página especializada em catalogar o desempenho e uso dos muitos sistemas operativos com núcleo Linux.

Em 8 de julho de 2005, Mark Shuttleworth e a Canonical Ltd anunciaram a criação da Fundação Ubuntu e providenciaram um suporte inicial de dez milhões de dólares. A finalidade da fundação é garantir apoio e desenvolvimento a todas as versões posteriores à 5.10.


Denominação

O nome "Ubuntu" AFI: [u'buntu] deriva do conceito sul africano de mesmo nome , diretamente traduzido como "humanidade com os outros" ou "sou o que sou pelo que nós somos".
Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, assegurada pelos outros, não sente intimidada que os outros sejam capazes e bons, para ele ou ela ter própria auto-confiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo.    

Esse nome busca passar a ideologia do projeto, baseada nas liberdades do software livre e no trabalho comunitário de desenvolvimento.

O sistema é muito comumente chamado "Ubuntu Linux", porém, oficialmente a Canonical, desenvolvedora do sistema, usa apenas o nome "Ubuntu", uma vez que o sistema ao ser portado para outros núcleo livres para além do Linux recebe outros nomes (por exemplo, o Ubuntu implementado sobre o OpenSolaris recebe o nome de "Nexenta") - ao contrário do Debian, por exemplo, que recebe este nome independentemente do núcleo usado.
Características

    * Novas versões do Ubuntu são lançadas com um intervalo aproximado de um mês após os lançamentos do GNOME.
    * Um dos focos principais é a usabilidade[2], incluindo o uso da ferramenta sudo[3] para tarefas administrativas (similar ao Mac OS X) procurando oferecer uma gama de recursos completa a partir de uma instalação padrão.
    * Acessibilidade e internacionalização, permitindo a utilização do sistema pelo maior número de pessoas possível. A partir da versão 5.04, a codificação de caracteres padrão é o UTF-8 (permitindo a utilização de caracteres não utilizados no alfabeto latino). O projeto visa também a oferecer suporte-técnico nos idiomas de seus usuários.
    * Além das ferramentas de sistema padrão e outros aplicativos menores, o Ubuntu é oferecido com diversos programas pré instalados que atendem às funcionalidades básicas, entre os quais estão a suite de aplicativos OpenOffice.org e o navegador de internet Firefox. Programas para visualizar conteúdos multimídia, clientes de email e jogos simples completam o sistema básico.
    * O Ubuntu possui uma forte ligação com a comunidade Debian, contribuindo direta ou indiretamente com qualquer modificação nos códigos fonte, ao invés de apenas anunciar essas mudanças em uma data posterior. Muitos programadores do Ubuntu mantêm pacotes chave do próprio Debian.
    * Todas as versões do Ubuntu são disponibilizadas sem custo algum[4]. Cópias em CD do Ubuntu são enviadas gratuitamente para quem as solicitar, e estão disponíveis para cópia na internet.
    * O visual padrão até a versão 5.10 e na versão 9.10 caracteriza-se pela utilização de tons castanhos[5]; entre as versões 6.06 (Dapper Drake) e 9.04 (Jaunty Jackalope), no entanto, passou-se a usar um padrão de cores mais próximo do laranja. A versão 10.04 passou a adotar um padrão de cores mais diversificado.
    * A gestão de instalação de software é realizada pelo APT e pelo Synaptic.
    * O Ubuntu cabe em um único CD e é oferecido como um Live CD que pode ser utilizado para uma instalação permanente. O Live CD é utilizado por muitos usuários a fim de testar a compatibilidade de hardware antes de instalar o sistema.

Live CD/DVD personalizado
CDs do Kubuntu, Ubuntu e Ubuntu Server distribuídos gratuitamente pela Canonical; versão 9.04(Jaunty Jackalope).

O programa remastersys permite a qualquer um facilmente (em modo gráfico) criar um Live CD/DVD personalizado, com os programas e opções que o utilizador desejar, a partir de uma instalação existente do Ubuntu. Também existem os programas reconstructor e Ubuntu Customization Kit com um propósito semelhante.

CDs grátis do Ubuntu podem ser pedidos pelo sistema ShipIt (em inglês)
[editar] Lançamentos

Uma nova versão do Ubuntu é lançada semestralmente, e cada lançamento tem um nome de código e um número de versão. O número de versão é baseado no ano e no mês de lançamento. Por exemplo o Ubuntu 4.10 foi lançado em Outubro de 2004, na data: mês 10, ano 2004. Abaixo está uma lista dos lançamentos anteriores e os lançamentos planejados.

Qualquer uma das versões ocupa apenas um CD, o que torna o Ubuntu muito fácil de copiar. A atualização e instalação de mais programas poderá ser realizada via ligação internet, num processo fácil e em ambiente gráfico.

Para quem pretende experimentar o Ubuntu sem o instalar no disco rígido, o sistema funciona em um Live CD diretamente do CD, sem necessidade de ser instalado. Pode-se instalá-lo a partir de um pen drive também. Estes modos são mais lentos e destinam-se essencialmente a proporcionar um primeiro contato com o Ubuntu, seus programas incluídos e saber quais programas podem ser eventualmente instalados; além de ser útil para manutenção de hardware. A partir da versão 6.06, este disco pode ser utilizado para se instalar definitivamente no computador.

Existe também a possibilidade de ser solicitada gratuitamente, uma versão via CD, caso o usuário não tenha como obtê-la via Internet, bastando um rápido cadastro na página de solicitação para fazer o pedido.


Projetos derivados

Além do Ubuntu, algumas versões derivadas do Ubuntu são oficialmente reconhecidas:

    * Kubuntu, versão do Ubuntu que utiliza o ambiente gráfico KDE.
    * Xubuntu, Ubuntu para computadores menos potentes, utilizando o ambiente gráfico Xfce.
    * Lubuntu, Ubuntu com interface gráfica LXDE voltada para computadores antigos e/ou pouco potentes.
    * Gobuntu, Ubuntu somente com software livre, utilizando o ambiente gráfico GNOME.
    * Fluxbuntu, Ubuntu somente com software livre, utilizando o ambiente gráfico FluxBox.
    * Ubuntu Studio, para edição e criação de conteúdos multimédia.
    * Edubuntu, Ubuntu desenvolvido para o uso em escolas.

Além desses, Mark Shuttleworth aprovou a criação de uma distribuição que usa exclusivamente software livre aprovado pela FSF, a gNewSense.

Estes projetos estão ligados oficialmente ao Ubuntu, com lançamentos simultâneos e compatibilidade de pacotes, obtidos dos mesmos repositórios oficiais.

Espalhou-se o boato que o Google estava desenvolvendo um derivado do Ubuntu chamado Goobuntu, e que iria vendê-lo. A empresa confirmou a criação dessa versão modificada, mas deixou claro que não tem planos para distribuí-la fora da companhia.

Em Maio de 2007, Mark Shuttleworth anunciou que a Canonical iria dar início ao desenvolvimento do projecto "Ubuntu Mobile & Embedded Initiative" em parceria com a Intel.
Este sistema é uma versão do Ubuntu destinada a equipar telemóveis/celulares e outros gadgets.

Adesão internacional ao Ubuntu
Ubuntu 5.04 em alemão

Além de há vários meses se encontrar em primeiro lugar numa lista do site DistroWatch, o Ubuntu contou ainda durante o primeiro semestre de 2007 com situações de migração ou adopção por parte de organizações e entidades de renome. O fabricante internacional de equipamento informático Dell que adoptou, em Maio, o Ubuntu como o sistema operativo de código aberto seleccionado para equipar os seus computadores desktop e notebook destinados aos usuários finais[46][47]; e o anterior anúncio, em Março, por parte do Parlamento francês de que em Junho de 2007 daria início à migração de toda a sua rede informática (máquinas clientes e servidores, num total de cerca de 1.154 máquinas) para o Ubuntu, com ênfase no uso da suite OpenOffice e do browser Firefox por parte dos utilizadores do Parlamento (577 Deputados).Segundo estimativas o Ubuntu, em abril de 2009, já possuiria mais de 100 milhões de usuários.

Modificações na versão 9.04
Novo tema GDM do ubuntu 9.04

    * Novo sistema de notificações;
    * Inclusão de Novos temas: Dust, Dust Sand e New Wave;
    * Gnome 2.26.1;
    * Inicialização mais rápida, aproximadamente 25 Segs.;
    * Núcleo Linux 2.6.28;
    * Opção de instalar com o sistema de arquivos Ext4 (Padrão a partir da versão 9.10);
    * Novos aplicativos;
    * Novo tema GDM.

 Modificações na versão 9.10

    * Aperfeiçoamento do sistema de notificação;
    * Novo bootsplash;
    * Novo GDM;
    * Boot mais rápido, aproximadamente 20 segs.;
    * Mudança no tema Human (De Laranja para Marrom);
    * Troca do tema de ícones Human para Humanity;
    * Inclusão de vários papeis de parede;
    * Núcleo Linux 2.6.31;
    * Sistema EXT4 por padrão;
    * Bootloader Grub2;
    * Ubuntu One instalado por padrão;
    * Empathy substitui Pidgin;
    * Gnome 2.28.1;
    * Central de Programas Ubuntu por padrão.

 Modificações na versão 10.04

    * Gnome 2.30
    * Linux Kernel 2.6.32
    * Ubuntu Music Store
    * O editor de imagens Gimp foi substituído pelo Pitivi
    * F-Spot mais aprimorado
    * Tempo de boot menor
    * Aprimoramentos no Centro de Software (nesta versão chamada de Central de Programas do Ubuntu)
    * Tema padrão melhorado
    * Mudança nos jogos pré-instalados
    * Melhoria nas notificações
    * Primeira versão con integração nativa ao Ubuntu One