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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Distribuição Ubuntu

Ubuntu é um sistema operacional (português brasileiro) ou sistema operativo (português europeu) de código aberto construído em volta do núcleo GNU/Linux baseado no Debian, sendo o sistema operativo de código aberto mais popular do mundo. É patrocinado pela Canonical Ltd (dirigida por Jane Silber).

O Ubuntu diferencia-se do Debian por ser lançado semestralmente, por disponibilizar suporte técnico nos dezoito meses seguintes ao lançamento de cada versão (em inglês) e pela filosofia em torno de sua concepção.

A proposta do Ubuntu é oferecer um sistema operativo que qualquer pessoa possa utilizar sem dificuldades, independentemente de nacionalidade, nível de conhecimento ou limitações físicas. O sistema deve ser constituído totalmente de software gratuito e livre, além de isenta de qualquer taxa. Actualmente uma organização cuida para que cópias sejam remetidas em CDs para todo o mundo sem custos.

A Comunidade Ubuntu ajuda-se mutuamente, não havendo distinção de novatos ou veteranos; a informação deve ser compartilhada para que se possa ajudar quem quer que seja, independentemente do nível de dificuldade. Os fãs do Ubuntu são conhecidos como ubuntistas, ubunteiros ou ubunteros.

O sistema operativo Ubuntu está em primeiro lugar no Distrowatch [1], página especializada em catalogar o desempenho e uso dos muitos sistemas operativos com núcleo Linux.

Em 8 de julho de 2005, Mark Shuttleworth e a Canonical Ltd anunciaram a criação da Fundação Ubuntu e providenciaram um suporte inicial de dez milhões de dólares. A finalidade da fundação é garantir apoio e desenvolvimento a todas as versões posteriores à 5.10.


Denominação

O nome "Ubuntu" AFI: [u'buntu] deriva do conceito sul africano de mesmo nome , diretamente traduzido como "humanidade com os outros" ou "sou o que sou pelo que nós somos".
Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, assegurada pelos outros, não sente intimidada que os outros sejam capazes e bons, para ele ou ela ter própria auto-confiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo.    

Esse nome busca passar a ideologia do projeto, baseada nas liberdades do software livre e no trabalho comunitário de desenvolvimento.

O sistema é muito comumente chamado "Ubuntu Linux", porém, oficialmente a Canonical, desenvolvedora do sistema, usa apenas o nome "Ubuntu", uma vez que o sistema ao ser portado para outros núcleo livres para além do Linux recebe outros nomes (por exemplo, o Ubuntu implementado sobre o OpenSolaris recebe o nome de "Nexenta") - ao contrário do Debian, por exemplo, que recebe este nome independentemente do núcleo usado.
Características

    * Novas versões do Ubuntu são lançadas com um intervalo aproximado de um mês após os lançamentos do GNOME.
    * Um dos focos principais é a usabilidade[2], incluindo o uso da ferramenta sudo[3] para tarefas administrativas (similar ao Mac OS X) procurando oferecer uma gama de recursos completa a partir de uma instalação padrão.
    * Acessibilidade e internacionalização, permitindo a utilização do sistema pelo maior número de pessoas possível. A partir da versão 5.04, a codificação de caracteres padrão é o UTF-8 (permitindo a utilização de caracteres não utilizados no alfabeto latino). O projeto visa também a oferecer suporte-técnico nos idiomas de seus usuários.
    * Além das ferramentas de sistema padrão e outros aplicativos menores, o Ubuntu é oferecido com diversos programas pré instalados que atendem às funcionalidades básicas, entre os quais estão a suite de aplicativos OpenOffice.org e o navegador de internet Firefox. Programas para visualizar conteúdos multimídia, clientes de email e jogos simples completam o sistema básico.
    * O Ubuntu possui uma forte ligação com a comunidade Debian, contribuindo direta ou indiretamente com qualquer modificação nos códigos fonte, ao invés de apenas anunciar essas mudanças em uma data posterior. Muitos programadores do Ubuntu mantêm pacotes chave do próprio Debian.
    * Todas as versões do Ubuntu são disponibilizadas sem custo algum[4]. Cópias em CD do Ubuntu são enviadas gratuitamente para quem as solicitar, e estão disponíveis para cópia na internet.
    * O visual padrão até a versão 5.10 e na versão 9.10 caracteriza-se pela utilização de tons castanhos[5]; entre as versões 6.06 (Dapper Drake) e 9.04 (Jaunty Jackalope), no entanto, passou-se a usar um padrão de cores mais próximo do laranja. A versão 10.04 passou a adotar um padrão de cores mais diversificado.
    * A gestão de instalação de software é realizada pelo APT e pelo Synaptic.
    * O Ubuntu cabe em um único CD e é oferecido como um Live CD que pode ser utilizado para uma instalação permanente. O Live CD é utilizado por muitos usuários a fim de testar a compatibilidade de hardware antes de instalar o sistema.

Live CD/DVD personalizado
CDs do Kubuntu, Ubuntu e Ubuntu Server distribuídos gratuitamente pela Canonical; versão 9.04(Jaunty Jackalope).

O programa remastersys permite a qualquer um facilmente (em modo gráfico) criar um Live CD/DVD personalizado, com os programas e opções que o utilizador desejar, a partir de uma instalação existente do Ubuntu. Também existem os programas reconstructor e Ubuntu Customization Kit com um propósito semelhante.

CDs grátis do Ubuntu podem ser pedidos pelo sistema ShipIt (em inglês)
[editar] Lançamentos

Uma nova versão do Ubuntu é lançada semestralmente, e cada lançamento tem um nome de código e um número de versão. O número de versão é baseado no ano e no mês de lançamento. Por exemplo o Ubuntu 4.10 foi lançado em Outubro de 2004, na data: mês 10, ano 2004. Abaixo está uma lista dos lançamentos anteriores e os lançamentos planejados.

Qualquer uma das versões ocupa apenas um CD, o que torna o Ubuntu muito fácil de copiar. A atualização e instalação de mais programas poderá ser realizada via ligação internet, num processo fácil e em ambiente gráfico.

Para quem pretende experimentar o Ubuntu sem o instalar no disco rígido, o sistema funciona em um Live CD diretamente do CD, sem necessidade de ser instalado. Pode-se instalá-lo a partir de um pen drive também. Estes modos são mais lentos e destinam-se essencialmente a proporcionar um primeiro contato com o Ubuntu, seus programas incluídos e saber quais programas podem ser eventualmente instalados; além de ser útil para manutenção de hardware. A partir da versão 6.06, este disco pode ser utilizado para se instalar definitivamente no computador.

Existe também a possibilidade de ser solicitada gratuitamente, uma versão via CD, caso o usuário não tenha como obtê-la via Internet, bastando um rápido cadastro na página de solicitação para fazer o pedido.


Projetos derivados

Além do Ubuntu, algumas versões derivadas do Ubuntu são oficialmente reconhecidas:

    * Kubuntu, versão do Ubuntu que utiliza o ambiente gráfico KDE.
    * Xubuntu, Ubuntu para computadores menos potentes, utilizando o ambiente gráfico Xfce.
    * Lubuntu, Ubuntu com interface gráfica LXDE voltada para computadores antigos e/ou pouco potentes.
    * Gobuntu, Ubuntu somente com software livre, utilizando o ambiente gráfico GNOME.
    * Fluxbuntu, Ubuntu somente com software livre, utilizando o ambiente gráfico FluxBox.
    * Ubuntu Studio, para edição e criação de conteúdos multimédia.
    * Edubuntu, Ubuntu desenvolvido para o uso em escolas.

Além desses, Mark Shuttleworth aprovou a criação de uma distribuição que usa exclusivamente software livre aprovado pela FSF, a gNewSense.

Estes projetos estão ligados oficialmente ao Ubuntu, com lançamentos simultâneos e compatibilidade de pacotes, obtidos dos mesmos repositórios oficiais.

Espalhou-se o boato que o Google estava desenvolvendo um derivado do Ubuntu chamado Goobuntu, e que iria vendê-lo. A empresa confirmou a criação dessa versão modificada, mas deixou claro que não tem planos para distribuí-la fora da companhia.

Em Maio de 2007, Mark Shuttleworth anunciou que a Canonical iria dar início ao desenvolvimento do projecto "Ubuntu Mobile & Embedded Initiative" em parceria com a Intel.
Este sistema é uma versão do Ubuntu destinada a equipar telemóveis/celulares e outros gadgets.

Adesão internacional ao Ubuntu
Ubuntu 5.04 em alemão

Além de há vários meses se encontrar em primeiro lugar numa lista do site DistroWatch, o Ubuntu contou ainda durante o primeiro semestre de 2007 com situações de migração ou adopção por parte de organizações e entidades de renome. O fabricante internacional de equipamento informático Dell que adoptou, em Maio, o Ubuntu como o sistema operativo de código aberto seleccionado para equipar os seus computadores desktop e notebook destinados aos usuários finais[46][47]; e o anterior anúncio, em Março, por parte do Parlamento francês de que em Junho de 2007 daria início à migração de toda a sua rede informática (máquinas clientes e servidores, num total de cerca de 1.154 máquinas) para o Ubuntu, com ênfase no uso da suite OpenOffice e do browser Firefox por parte dos utilizadores do Parlamento (577 Deputados).Segundo estimativas o Ubuntu, em abril de 2009, já possuiria mais de 100 milhões de usuários.

Modificações na versão 9.04
Novo tema GDM do ubuntu 9.04

    * Novo sistema de notificações;
    * Inclusão de Novos temas: Dust, Dust Sand e New Wave;
    * Gnome 2.26.1;
    * Inicialização mais rápida, aproximadamente 25 Segs.;
    * Núcleo Linux 2.6.28;
    * Opção de instalar com o sistema de arquivos Ext4 (Padrão a partir da versão 9.10);
    * Novos aplicativos;
    * Novo tema GDM.

 Modificações na versão 9.10

    * Aperfeiçoamento do sistema de notificação;
    * Novo bootsplash;
    * Novo GDM;
    * Boot mais rápido, aproximadamente 20 segs.;
    * Mudança no tema Human (De Laranja para Marrom);
    * Troca do tema de ícones Human para Humanity;
    * Inclusão de vários papeis de parede;
    * Núcleo Linux 2.6.31;
    * Sistema EXT4 por padrão;
    * Bootloader Grub2;
    * Ubuntu One instalado por padrão;
    * Empathy substitui Pidgin;
    * Gnome 2.28.1;
    * Central de Programas Ubuntu por padrão.

 Modificações na versão 10.04

    * Gnome 2.30
    * Linux Kernel 2.6.32
    * Ubuntu Music Store
    * O editor de imagens Gimp foi substituído pelo Pitivi
    * F-Spot mais aprimorado
    * Tempo de boot menor
    * Aprimoramentos no Centro de Software (nesta versão chamada de Central de Programas do Ubuntu)
    * Tema padrão melhorado
    * Mudança nos jogos pré-instalados
    * Melhoria nas notificações
    * Primeira versão con integração nativa ao Ubuntu One

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