Pesquisar este blog

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Passo - a - Passo Instação Debian- Parte 2

Particionando o disco rígido

Esse passo é de fundamental importância, alerto que o mesmo deve ser feito com extremo cuidado e atenção. Devo ressaltar que o autor desse tutorial não se responsabiliza por qualquer dado perdido.

Antes de prosseguirmos com o nosso tutorial, vamos à algumas explicações básicas sobre sistemas de arquivos.

Cada sistema de arquivos serve para oferecer ao sistema operacional a estrutura necessária para ler/gravar os arquivos.

Dentre os sistemas de arquivos suportados pelo GNU/Linux posso destacar os seguintes:

Ext3 - Esse sistema possui melhorias em relação ao EXT2, como destaque principal o recurso de jornaling. O jornaling mantém um log de todas as operações no sistema de arquivos, caso aconteça uma queda de energia elétrica, o fsck verifica o sistema de arquivos no ponto em que estava quando houve a interrupção.

SWAP - Usado para oferecer memória virtual ao sistema.

ReiserFS - Este é um sistema alternativo ao Ext2/3 que também possui journaling, entre as suas principais características estão que ele possui tamanho de blocos variáveis, suporte a arquivos maiores que 2 GB (essa é uma das limitações do Ext3) e o acesso mhash a árvore de diretórios é um pouco mais rápida que o Ext3.

O particionador de discos será carregado (Fig 2.0).
Debian Linux: Particionador de disco
Fig. 2.0
Opções:
  • Assistido - usar o disco inteiro - Essa opção usará todo o disco rígido, caso você não tenha outro sistema operacional na sua máquina e não possua conhecimentos sobre o particionamento manual do seu HD, poderá usar esta opção.
  • Assistido - usar o disco todo e configurar LVM - mesma coisa da opção anterior, porém com uma diferença, ele instalará e configurará o LVM, um recurso disponível no Linux que significa (Logical Volume Manager - Gerenciador de Volume Lógico), serve para redimensionar a partição caso o espaço fique pequeno.
  • Assistido - usar o disco todo e LVM criptografado - mesma coisa da opção anterior, porém além de instalar o LVM, irá criptografar todo o seu disco rígido. Aconselhável somente para quem sabe o que esta fazendo.
  • Manual - Essa opção requer um pouco mais de conhecimento do usuário.

Para fins de conhecimento, vamos usar a opção manual.

Depois de selecionada a opção manual a seguinte tela aparecerá (Fig 2.1).
Debian Linux: Particionar disco manualmente
Fig. 2.1
Selecione em seu HD o espaço livre e pressione enter.

A seguinte tela (Fig 2.2) aparecerá perguntando como você deseja usar o espaço livre.
Debian Linux: Espaço livre em disco
Fig. 2.2
Opções:
  • Criar uma nova partição - Para criar uma partição manualmente.
  • Particionar automaticamente o espaço livre - O sistema irá analisar o espaço livre e com base nessas informações irá particionar automaticamente. Recomendado para quem está em dúvida de como particionar.

Para o nosso exemplo usaremos a primeira opção "Criar uma nova partição", selecione e pressione enter.

Vamos adotar para fins de conhecimento o seguinte layout de particionamento:

100 MB para a partição de boot do sistema. Altamente recomendado para quem vai usar LVM.

Digite 100 MB, o sistema de instalação consegue identificar a nomenclatura MB (Fig 2.3).
Debian Linux: Criar uma nova partição
Fig. 2.3
Pressione tab, selecione continuar e pressione enter.
Debian Linux: Nova partição
Fig. 2.4
Aparecerá perguntando o tipo da partição, por padrão o GNU/Linux aceita quatro partições primárias, para o nosso exemplo vamos criar duas partições primárias e o restante em partições lógicas.

Pressione enter e a próxima tela que aparecerá, perguntará se você deseja que a nova partição seja criada no início ou no final do espaço disponível, selecione início e pressione enter.

Selecione "ponto de montagem", conforme figura 2.5 e pressione enter.
Debian Linux: Ponto de montagem
Fig. 2.5
Na tela que se segue selecione /boot e pressione enter, o sistema voltará para a tela 2.5, selecione agora a opção "flag inicializável" e pressione enter, feito isso selecione "finalizar a configuração da partição".

Obs.: Anote o caminho da sua partição onde ficará o boot, vamos precisar dela mais para frente.

O sistema voltará para o particionador de discos (Fig 2.0).

Vamos criar agora a partição de SWAP (área de troca) que vai auxiliar a memória RAM caso seja necessário.

Selecione novamente o espaço livre e pressione enter.

Selecione "Criar uma nova partição" e vamos colocar para fins de aprendizagem 1 GB, após digitado a quantidade pressione Tab, selecione a opção continuar e pressione enter.

Aparecerá novamente a tela 2.4, vamos repetir os passos mencionados no item anterior, quando aparecer a tela 2.5 selecione "usar como:" e escolha a opção "área de troca", pressione enter, logo em seguida selecione a opção "finalizar a configuração da partição".

O sistema voltará para o particionador de discos (Fig 2.0).

Selecione novamente o espaço livre e pressione enter.

Vamos criar a partição /home fora da partição raiz /, essa atitude é altamente recomendada, se possível em outro HD.

Selecione "Criar uma nova partição", seria interessante colocar uns 40 ou 50 % do espaço livre para essa partição, visto que é nela que ficarão todos os arquivos e configurações dos usuários do sistema, depois de digitado a quantidade, pressione Tab, selecione a opção continuar e pressione enter.

Vamos escolher agora como tipo de partição "Lógica", pressione enter, novamente selecionamos "início" e pressione enter.

Na tela 2.5, selecione a opção "ponto de montagem", pressione enter e escolha a opção /home, pressione enter novamente e depois selecione "finalizar a configuração da partição".

O sistema voltará para o particionador de discos (Fig 2.0).

Selecione novamente o espaço livre e pressione enter.

Vamos criar agora a partição raiz /, para funcionar corretamente com um sistema básico são necessários somente 300 MB, mas vamos usar para fins de aprendizagem todo o espaço livre restante.

Selecione criar uma nova partição, deixe o espaço livre, aperte tab e selecione continuar, crie a partição como lógica, na tela já estará selecionado como ponto de montagem a partição raiz /, somente selecione a opção finalizar a configuração da partição.

Lembrando que estamos usando o sistema de arquivos ext3, padrão do Debian, esse sistema de arquivos oferece suporte a Journaling.

Agora selecionamos a opção "Finalizar o particionamento e gravar mudanças no disco".

A tela 2.6 aparecerá informando todas as mudanças feitas no disco rígido, caso esteja tudo correto selecione sim e pressione enter.
Debian Linux: Finalizar particionamento de disco
Fig. 2.6
O sistema formatará as partições.

Configurações de usuários

Logo após a formatação dos discos, o sistema pedirá pra que você selecione o seu fuso horário, escolha o que for apropriado pra você e pressione enter.

O próximo passo será o de cadastramento da senha de root, escolha uma senha, pressione enter, o sistema vai pedir para que você confirme a senha.

Agora um passo de fundamental importância, a criação de um usuário, esse processo é importante para evitar que você sempre efetue login como super-usuário do sistema, podendo assim acidentalmente danificar o seu sistema ao executar um comando errado.

Digite o seu nome completo (Fig 2.7).
Debian Linux: Criação de usuário
Fig. 2.7
Pressione enter, digite o seu nome de usuário (login) - Fig 2.8.
Debian Linux: Nome de usuário
Fig. 2.8
Pressione enter, digite as senhas para o seu usuário e pressione enter (Fig 2.9).
Debian Linux: Digite a senha
Fig. 2.9
 

Configuração do gestor de pacotes “apt"

A distribuição debian tem um poderoso sistema de gestão de pacotes de software, chamado “apt", que facilita a actualização ou instalação de novos pacotes a partir de várias fontes, nomeadamente a partir de repositórios existentes na Internet.
Para uma eficiente instalação de pacotes a partir da Internet, deve-se seleccionar o repositório geograficamente mais próximo, utilizando um ”mirror”:
Em primeiro lugar, deve-se escolher o país:
08-mirror-1.PNG Em seguida, escolher o mirror mais próximo:
08-mirror-2.PNG Caso se utilize um proxy para aceder à Internet, indicar o endereço do proxy:
08-mirror-3.PNG Finalmente, é configurado o apt:
08-mirror-4.PNG

Concurso de popularidade

A comunidade debian mantém um concurso de popularidade interno, como meio para obter estatísticas dos sistemas instalados. Caso se queira contribuir, seleccionar Yes:
09-popcon-1.PNG

Selecção do software a instalar

O instalador propõe a instalação de um sistema standard. Como queremos personalizar totalmente o nosso sistema, anulamos qualquer selecção existente de modo a instalar apenas um sistema mínimo.
10-soft-1.PNG

Instalação do gestor de arranque “grub

O sistema está praticamente instalado, mas para que possa arrancar, deve ser instalado o gestor de arranque “grub” no master boot record do disco:
11-grub-1.PNG

Terminar a instalação

A instalação está terminada. Retirar o CD-Rom de instalação da drive e escolher “continuar” para terminar a instalação e arrancar com o novo sistema debian lenny:
12-finish-1.PNG

O primeiro arranque do sistema

Se este ecran for mostrado, parabéns, a instalação foi bem sucedida!
13-boot-1.PNG

Login

O primeiro login:
14-login-1.PNG
 

Passo - a - Passo Instação Debian- Parte 1

Introdução

Debian é simultaneamente o nome de uma distribuição não comercial (gratuita e de código fonte aberto) do GNU/Linux e de um grupo de voluntários espalhados pelo mundo todo que a desenvolvem e a mantém.

O Debian GNU/Linux é especialmente conhecido pelo seu sistema de de pacotes, chamado APT, que permite atualizações e instalações relativamente fáceis e quase sem esforço.

O ciclo de desenvolvimento das versões do Debian GNU/Linux passa por três fases:

Unstable - instável, aqui são adicionados os novos pacotes, essa versão, como o próprio nome já diz, é bastante instável, é nela que os desenvolvedores mais trabalham, é importante lembrar que nessa versão não existe o repositório de segurança.

Testing - teste, a testing é uma distribuição gerada automaticamente. Ela é gerada da distribuição instável (unstable) por um conjunto de scripts que tentam mover pacotes que provavelmente não possuem bugs críticos ao lançamento (release-critical). Eles o fazem de modo a garantir que as dependências dos outros pacotes na testing sempre possam ser satisfeitas (http://www.debian.org/devel/testing.pt.html).

Stable - estável, esta é a versão final, nenhum pacote é adicionado, ela recebe apenas atualizações de segurança ou reparos para bugs críticos. É a versão própria para o uso em desktops e servidores, ou seja, própria para o uso.

Quando as versões estão na fase "testing", elas são identificadas por nomes tirados dos personagens do filme Toy Story. Ao se tornarem "stable", as versões recebem um número de versão.

Na versão "unstable" ela recebe o nome do personagem SID.

Um pouco da história dessa maravilhosa distro pode ser acessada através do link abaixo: Debian.org: Project history.

Para maiores informações visite A FAQ (perguntas frequentes) do Debian GNU/Linux: Debian FAQ.

Arquitetura suportada

O Debian GNU/Linux suporta as 11 maiores arquiteturas existentes:

Intel x86 / IA-32 (i386) - x86 ou 80x86 é o nome genérico dada à família (arquitetura) de processadores baseados no Intel 8086, da Intel Corporation. A arquitetura é chamada x86 porque os primeiros processadores desta família eram identificados somente por números terminados com a seqüência "86": o 8086, o 80186, o 80286, o 80386 e o 80486.

Motorola 68k (m68k) - Motorola 680x0/0x0/m68k/68k/68K é uma família de microprocessadores CISC 32-bit utilizados em uma ampla gama de dispositivos, concorrendo principalmente com a família x86 da Intel. A família 680x0 de processadores foi usada em uma gama de sistemas, desde a calculadora TI-89 da Texas Instruments até sistemas de controles do Ônibus Espacial.

Sun SPARC (sparc) - SPARC (acrônimo para Scalable Processor ARChitecture, significa Arquitetura de Processadores Escaláveis) é uma arquitetura de processador desenvolvida pela Sun em 1985 baseada na arquitetura RISC.

A empresa desenvolveu a sua própria implementação SPARC (UltraSPARC) e também licenciou a arquitetura para outros fabricantes, como a Fujitsu, para que produzissem processadores compatíveis.

A arquitetura SPARC é inspirada na máquina RISC I de Berkeley, e o seu conjunto de instruções e organização de registos é fortemente baseado no modelo RISC de Berkeley. Para maiores informações visite: http://pt.wikipedia.org/wiki/SPARC

Outras arquiteturas:
  • Alpha (alpha)
  • Motorola/IBM PowerPC (powerpc)
  • ARM (arm and armel)
  • MIPS CPUs (mips and mipsel)
  • HP PA-RISC (hppa)
  • IA-64 (ia64)
  • S/390 (s390)
  • AMD64 (amd64) 

Iniciando instalação do Debian

Obtendo o CD de instalação

Escolha a sua arquitetura, decida qual a versão que você vai querer usar e faça o download da ISO, para fins de estudo vamos adotar a versão "Stable".

Baixe a ISO em: http://www.br.debian.org/CD/http-ftp/#stable

Após o download grave em um disco, prossiga com o restante do tutorial.

Insira o CD ou DVD contendo a imagem de instalação do sistema.

Quando iniciado aparecerá uma tela como essa.
Debian Linux: Início de instalação
Essa tela é na verdade um prompt onde podemos usar várias configurações de instalação, como instalar usando o instalador gráfico (abordado em outro tutorial), carregar configurações para quem está tendo problemas com a instalação, por exemplo, ao tentar instalar uma tela preta aparece e não sai mais, pode ser problema com o seu gerenciamento de energia ou com sua resolução, pois bem, é a partir desse prompt que temos a interface de instalação para usuários com pouco conhecimento e usuários experts.

Vamos fazer uma instalação básica do sistema, para isso aperte ENTER ou digite "install" e pressione ENTER.

A primeira tela que aparece após os arquivos de instalação terem sido carregados é a de "Choose Language", aqui você escolherá qual a linguagem deseja usar no seu sistema, para o nosso exemplo vamos usar "Portuguese (Brazil)", desça o cursor ate chegar à linguagem escolhida.
Debian Linux: Escolher linguagem
A próxima tela que aparecerá está perguntando, com base na linguagem escolhida, em que país você está, selecione Brasil e pressione ENTER .
Debian Linux: Selecionar país
Logo em seguida será carregada a tela pedindo para selecionarmos o layout de teclado, como meu teclado é ABNT2, escolhi Português Brasileiro (br-abnt2).
Debian Linux: Teclado ABNT2
O sistema tentará detectar o seu hardware.
Debian Linux: Detectar hardware
Se você possuir um serviço de DHCP rodando em seu roteador, ele vai configurar o seu endereço IP automaticamente, caso contrário ele vai exibir a seguinte tela.
Debian Linux: Rede via DHCP
Dizendo que a configuração automática da sua placa de rede falhou, não se preocupe com isso agora, vamos resolver esse problema mais a frente, pressione enter e vamos continuar com a nossa instalação.

A seguinte tela  aparecerá pedindo para você configurar a rede manualmente, caso você conheça o seu esquema de rede pressione enter, caso contrário selecione a opção "Não configurar a rede agora".
Debian Linux: Configurar rede manualmente
Vamos escolher o nome da nossa máquina, escolha um nome ou mantenha o nome sugerido pelo sistema Debian.
Debian Linux: Escolher nome da máquina
Pressione tab e selecione continuar, pressione enter.




quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Google Street View "Show de Bola!!!!"

Finalmente, o Google Street View está lançado no Brasil. Agora, quem acessa o Google Maps pode se divertir com passeios por 51 cidades brasileiras. Dessa maneira, o país é o primeiro da América Latina a ser contemplado pelo serviço.
São Paulo (e todos os municípios da Grande São Paulo), Rio de Janeiro e Belo Horizonte são apenas algumas da lista, que inclui também pontos históricos como Ouro Preto, por exemplo. Ao todo, foram percorridos 150 mil quilômetros de vias por essas cidades.
Marcelo Quintella, gerente de produtos da Google no Brasil, afirma que o conteúdo deve ser disponibilizado aos poucos a partir de hoje. Como é de praxe da Google, nem todos os usuários são contemplados ao mesmo tempo. Hoje, apenas 1% dos usuários pode conferir o serviço (aqueles que usam Blackberry, iPhone e Android). A expectativa é de que todos possam acessar os mapas na próxima segunda-feira (4).
Mas ainda hoje, até o final do dia, a Google vai lançar o site exploreostreetview.com.br, uma espécie de “palhinha” do serviço completo. Nesse site, os usuários poderão interagir com o serviço, enviando sugestões de locais interessantes de serem visitados.
Capitais e regiões metropolitanas devem ser as próximas áreas a serem mapeadas. Isso deixa os planos iniciais da Google mais abrangentes: antes a ideia inicial era mapear primeiro as cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.
A primeira fase do mapeamento foi feita com veículos da montadora Fiat. Nesta segunda fase, começam a surgir obstáculos, mas já há soluções também.


Os veículos que monitoraram as cidades.

Para locais de difícil acesso, o Street View tem duas “armas”. A primeira é a utilização de fotos tiradas por usuários em um passeio virtual. Assim fica mais fácil observar pontos turísticos, como o Cristo Redentor.
A segunda é um triciclo. O Trike, utilizado para mapear as ruas mais complicadas. O veículo já foi utilizado em ruas estreitas da Itália e é ideal para mapear cidades históricas ou áreas como parques, por exemplo.

Distribuição Ubuntu

Ubuntu é um sistema operacional (português brasileiro) ou sistema operativo (português europeu) de código aberto construído em volta do núcleo GNU/Linux baseado no Debian, sendo o sistema operativo de código aberto mais popular do mundo. É patrocinado pela Canonical Ltd (dirigida por Jane Silber).

O Ubuntu diferencia-se do Debian por ser lançado semestralmente, por disponibilizar suporte técnico nos dezoito meses seguintes ao lançamento de cada versão (em inglês) e pela filosofia em torno de sua concepção.

A proposta do Ubuntu é oferecer um sistema operativo que qualquer pessoa possa utilizar sem dificuldades, independentemente de nacionalidade, nível de conhecimento ou limitações físicas. O sistema deve ser constituído totalmente de software gratuito e livre, além de isenta de qualquer taxa. Actualmente uma organização cuida para que cópias sejam remetidas em CDs para todo o mundo sem custos.

A Comunidade Ubuntu ajuda-se mutuamente, não havendo distinção de novatos ou veteranos; a informação deve ser compartilhada para que se possa ajudar quem quer que seja, independentemente do nível de dificuldade. Os fãs do Ubuntu são conhecidos como ubuntistas, ubunteiros ou ubunteros.

O sistema operativo Ubuntu está em primeiro lugar no Distrowatch [1], página especializada em catalogar o desempenho e uso dos muitos sistemas operativos com núcleo Linux.

Em 8 de julho de 2005, Mark Shuttleworth e a Canonical Ltd anunciaram a criação da Fundação Ubuntu e providenciaram um suporte inicial de dez milhões de dólares. A finalidade da fundação é garantir apoio e desenvolvimento a todas as versões posteriores à 5.10.


Denominação

O nome "Ubuntu" AFI: [u'buntu] deriva do conceito sul africano de mesmo nome , diretamente traduzido como "humanidade com os outros" ou "sou o que sou pelo que nós somos".
Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, assegurada pelos outros, não sente intimidada que os outros sejam capazes e bons, para ele ou ela ter própria auto-confiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo.    

Esse nome busca passar a ideologia do projeto, baseada nas liberdades do software livre e no trabalho comunitário de desenvolvimento.

O sistema é muito comumente chamado "Ubuntu Linux", porém, oficialmente a Canonical, desenvolvedora do sistema, usa apenas o nome "Ubuntu", uma vez que o sistema ao ser portado para outros núcleo livres para além do Linux recebe outros nomes (por exemplo, o Ubuntu implementado sobre o OpenSolaris recebe o nome de "Nexenta") - ao contrário do Debian, por exemplo, que recebe este nome independentemente do núcleo usado.
Características

    * Novas versões do Ubuntu são lançadas com um intervalo aproximado de um mês após os lançamentos do GNOME.
    * Um dos focos principais é a usabilidade[2], incluindo o uso da ferramenta sudo[3] para tarefas administrativas (similar ao Mac OS X) procurando oferecer uma gama de recursos completa a partir de uma instalação padrão.
    * Acessibilidade e internacionalização, permitindo a utilização do sistema pelo maior número de pessoas possível. A partir da versão 5.04, a codificação de caracteres padrão é o UTF-8 (permitindo a utilização de caracteres não utilizados no alfabeto latino). O projeto visa também a oferecer suporte-técnico nos idiomas de seus usuários.
    * Além das ferramentas de sistema padrão e outros aplicativos menores, o Ubuntu é oferecido com diversos programas pré instalados que atendem às funcionalidades básicas, entre os quais estão a suite de aplicativos OpenOffice.org e o navegador de internet Firefox. Programas para visualizar conteúdos multimídia, clientes de email e jogos simples completam o sistema básico.
    * O Ubuntu possui uma forte ligação com a comunidade Debian, contribuindo direta ou indiretamente com qualquer modificação nos códigos fonte, ao invés de apenas anunciar essas mudanças em uma data posterior. Muitos programadores do Ubuntu mantêm pacotes chave do próprio Debian.
    * Todas as versões do Ubuntu são disponibilizadas sem custo algum[4]. Cópias em CD do Ubuntu são enviadas gratuitamente para quem as solicitar, e estão disponíveis para cópia na internet.
    * O visual padrão até a versão 5.10 e na versão 9.10 caracteriza-se pela utilização de tons castanhos[5]; entre as versões 6.06 (Dapper Drake) e 9.04 (Jaunty Jackalope), no entanto, passou-se a usar um padrão de cores mais próximo do laranja. A versão 10.04 passou a adotar um padrão de cores mais diversificado.
    * A gestão de instalação de software é realizada pelo APT e pelo Synaptic.
    * O Ubuntu cabe em um único CD e é oferecido como um Live CD que pode ser utilizado para uma instalação permanente. O Live CD é utilizado por muitos usuários a fim de testar a compatibilidade de hardware antes de instalar o sistema.

Live CD/DVD personalizado
CDs do Kubuntu, Ubuntu e Ubuntu Server distribuídos gratuitamente pela Canonical; versão 9.04(Jaunty Jackalope).

O programa remastersys permite a qualquer um facilmente (em modo gráfico) criar um Live CD/DVD personalizado, com os programas e opções que o utilizador desejar, a partir de uma instalação existente do Ubuntu. Também existem os programas reconstructor e Ubuntu Customization Kit com um propósito semelhante.

CDs grátis do Ubuntu podem ser pedidos pelo sistema ShipIt (em inglês)
[editar] Lançamentos

Uma nova versão do Ubuntu é lançada semestralmente, e cada lançamento tem um nome de código e um número de versão. O número de versão é baseado no ano e no mês de lançamento. Por exemplo o Ubuntu 4.10 foi lançado em Outubro de 2004, na data: mês 10, ano 2004. Abaixo está uma lista dos lançamentos anteriores e os lançamentos planejados.

Qualquer uma das versões ocupa apenas um CD, o que torna o Ubuntu muito fácil de copiar. A atualização e instalação de mais programas poderá ser realizada via ligação internet, num processo fácil e em ambiente gráfico.

Para quem pretende experimentar o Ubuntu sem o instalar no disco rígido, o sistema funciona em um Live CD diretamente do CD, sem necessidade de ser instalado. Pode-se instalá-lo a partir de um pen drive também. Estes modos são mais lentos e destinam-se essencialmente a proporcionar um primeiro contato com o Ubuntu, seus programas incluídos e saber quais programas podem ser eventualmente instalados; além de ser útil para manutenção de hardware. A partir da versão 6.06, este disco pode ser utilizado para se instalar definitivamente no computador.

Existe também a possibilidade de ser solicitada gratuitamente, uma versão via CD, caso o usuário não tenha como obtê-la via Internet, bastando um rápido cadastro na página de solicitação para fazer o pedido.


Projetos derivados

Além do Ubuntu, algumas versões derivadas do Ubuntu são oficialmente reconhecidas:

    * Kubuntu, versão do Ubuntu que utiliza o ambiente gráfico KDE.
    * Xubuntu, Ubuntu para computadores menos potentes, utilizando o ambiente gráfico Xfce.
    * Lubuntu, Ubuntu com interface gráfica LXDE voltada para computadores antigos e/ou pouco potentes.
    * Gobuntu, Ubuntu somente com software livre, utilizando o ambiente gráfico GNOME.
    * Fluxbuntu, Ubuntu somente com software livre, utilizando o ambiente gráfico FluxBox.
    * Ubuntu Studio, para edição e criação de conteúdos multimédia.
    * Edubuntu, Ubuntu desenvolvido para o uso em escolas.

Além desses, Mark Shuttleworth aprovou a criação de uma distribuição que usa exclusivamente software livre aprovado pela FSF, a gNewSense.

Estes projetos estão ligados oficialmente ao Ubuntu, com lançamentos simultâneos e compatibilidade de pacotes, obtidos dos mesmos repositórios oficiais.

Espalhou-se o boato que o Google estava desenvolvendo um derivado do Ubuntu chamado Goobuntu, e que iria vendê-lo. A empresa confirmou a criação dessa versão modificada, mas deixou claro que não tem planos para distribuí-la fora da companhia.

Em Maio de 2007, Mark Shuttleworth anunciou que a Canonical iria dar início ao desenvolvimento do projecto "Ubuntu Mobile & Embedded Initiative" em parceria com a Intel.
Este sistema é uma versão do Ubuntu destinada a equipar telemóveis/celulares e outros gadgets.

Adesão internacional ao Ubuntu
Ubuntu 5.04 em alemão

Além de há vários meses se encontrar em primeiro lugar numa lista do site DistroWatch, o Ubuntu contou ainda durante o primeiro semestre de 2007 com situações de migração ou adopção por parte de organizações e entidades de renome. O fabricante internacional de equipamento informático Dell que adoptou, em Maio, o Ubuntu como o sistema operativo de código aberto seleccionado para equipar os seus computadores desktop e notebook destinados aos usuários finais[46][47]; e o anterior anúncio, em Março, por parte do Parlamento francês de que em Junho de 2007 daria início à migração de toda a sua rede informática (máquinas clientes e servidores, num total de cerca de 1.154 máquinas) para o Ubuntu, com ênfase no uso da suite OpenOffice e do browser Firefox por parte dos utilizadores do Parlamento (577 Deputados).Segundo estimativas o Ubuntu, em abril de 2009, já possuiria mais de 100 milhões de usuários.

Modificações na versão 9.04
Novo tema GDM do ubuntu 9.04

    * Novo sistema de notificações;
    * Inclusão de Novos temas: Dust, Dust Sand e New Wave;
    * Gnome 2.26.1;
    * Inicialização mais rápida, aproximadamente 25 Segs.;
    * Núcleo Linux 2.6.28;
    * Opção de instalar com o sistema de arquivos Ext4 (Padrão a partir da versão 9.10);
    * Novos aplicativos;
    * Novo tema GDM.

 Modificações na versão 9.10

    * Aperfeiçoamento do sistema de notificação;
    * Novo bootsplash;
    * Novo GDM;
    * Boot mais rápido, aproximadamente 20 segs.;
    * Mudança no tema Human (De Laranja para Marrom);
    * Troca do tema de ícones Human para Humanity;
    * Inclusão de vários papeis de parede;
    * Núcleo Linux 2.6.31;
    * Sistema EXT4 por padrão;
    * Bootloader Grub2;
    * Ubuntu One instalado por padrão;
    * Empathy substitui Pidgin;
    * Gnome 2.28.1;
    * Central de Programas Ubuntu por padrão.

 Modificações na versão 10.04

    * Gnome 2.30
    * Linux Kernel 2.6.32
    * Ubuntu Music Store
    * O editor de imagens Gimp foi substituído pelo Pitivi
    * F-Spot mais aprimorado
    * Tempo de boot menor
    * Aprimoramentos no Centro de Software (nesta versão chamada de Central de Programas do Ubuntu)
    * Tema padrão melhorado
    * Mudança nos jogos pré-instalados
    * Melhoria nas notificações
    * Primeira versão con integração nativa ao Ubuntu One

Distribuição Debian

Debian é simultaneamente o nome de uma distribuição não comercial livre (gratuita e de código fonte aberto) de GNU/Linux  (amplamente utilizada) e de um grupo de voluntários que o mantêm à volta do mundo. Uma vez que o Debian se baseia fortemente no projecto GNU, é usualmente chamado Debian GNU/Linux. O Debian é especialmente conhecido pelo seu sistema de gestão de pacotes, chamado APT, que permite: atualizações relativamente fáceis a partir de versões realmente antigas; instalações quase sem esforço de novos pacotes e remoções limpas dos pacotes antigos. Atualmente o Debian Stable, se encontra na versão 5.0, codinome "Lenny". O Debian Stable procura sempre manter os pacotes mais estáveis, assim, ele mantém o Gnome 2.22 e o KDE 3.5 por padrão. O grande fato dele conter pacotes mais antigos, garantindo a estabilidade, é o grande foco para servidores.

O projecto Debian é mantido por doações através da organização sem fins lucrativos Software in the Public Interest (SPI).

O nome Debian vem dos nomes dos seus fundadores, Ian Murdock e de sua ex-mulher, Debra. A palavra "Debian" é pronunciada em Português como Débian.

Várias distribuições comerciais baseiam-se (ou basearam-se) no Debian, incluindo: Linspire (antigo Lindows), Xandros, Knoppix. Kurumin, BrDesktop e Ubuntu.

Está atualmente a decorrer trabalho para portar o Debian para outros núcleos livres para além do Linux, incluindo o Hurd e o BSD. Para já, no entanto, ainda é muito mais preciso descrever o Debian como uma "Distribuição Linux", sem mais qualificações.


História

O Debian foi fundado em 1993 por Ian Murdock, ao tempo estudante universitário, que escreveu o Manifesto Debian que apelava à criação de uma distribuição Linux a ser mantida de uma maneira aberta, segundo o espírito do Linux e do GNU.

O Projeto Debian cresceu vagarosamente e lançou suas versões 0.9x em 1994 e 1995, quando dpkg ganhou notoriedade. Os primeiros ports para outras arquiteturas iniciaram em 1995, e a primeira versão 1.x do Debian aconteceu em 1996.

Bruce Perens substituiu Ian Murdock como líder do projeto. Ele iniciou a criação de vários documentos importantes (o contrato social e o free software guidelines) e a legítima umbrella organization (SPI), bem como liderou o projeto através dos lançamentos das versões da ELF/libc5 (1.1, 1.2, 1.3).

Bruce Perens deixou o projeto em 1998 antes do lançamento da primeira versão Debian baseada em glibc, a 2.0. O Projeto continuou elegendo novos líderes e fazendo mais duas versões 2.x, cada qual incluindo mais ports e mais pacotes. APT foi lançada durante este tempo e o Debian GNU/Hurd também iniciou-se.

O ano de 1999 trouxe as primeiras distribuições GNU/Linux baseadas em Debian, Corel Linux e Stormix's Storm Linux, hoje descontinuadas mas que iniciaram o que é hoje uma notável tendência às distribuições baseadas em Debian.

Perto do ano 2000, o projeto se direcionou ao uso de repositórios de pacotes e à distribuição "testing", alcançando um marco maior no que se refere aos arquivos e o gerenciamento de lançamentos. Em 2001, os desenvolvedores iniciaram conferências anuais, Debconf, com conversas, workshops, e a recepção aos usuários técnicos. A versão 3.0 de 2002 incluiu mais do que o dobro do número de pacotes da versão anterior e estava disponível para cinco novas arquiteturas.

Debian celebrou o seu décimo aniversário em 16 de Agosto de 2003, com muitas festas de aniversário em todo o mundo.

   

Versões do Debian

O ciclo de desenvolvimento das versões do Debian passa por três fases:

    * "Unstable" - instável
    * "Testing" - teste
    * "Stable" - estável

Quando as versões estão na fase "testing" elas são identificadas por codinomes tirados dos personagens do filme Toy Story. Ao se tornarem "stable" as versões recebem um número de versão (ex: 5.0).

Versões, codinomes e datas em que se tornaram "stable":

    * 5.0—Lenny 15 de fevereiro de 2009
    * 4.0—Etch, 8 de abril de 2007
    * 3.1—Sarge, 6 de junho de 2005
    * 3.0—Woody, 19 de julho de 2002
    * 2.2—Potato, 15 de agosto 2000
    * 2.1—Slink, 9 de março de 1999
    * 2.0—Hamm, 24 de julho 1998
    * 1.3—Bo, 2 de junho de 1997
    * 1.2—Rex, 1996
    * 1.1—Buzz, 1996

A Versão "testing" atual é a "Squeeze" (6.0). Já está definido[2], desde 03 de setembro de 2010, que a próxima versão "testing", depois do "Squeeze", será a 7.0 e se chamará "Wheezy".

A versão "unstable" terá sempre o nome Sid (também um personagem do filme Toy Story).
[editar] Organização do Projecto

O projecto Debian é uma organização voluntária com três documentos de fundação:

    * O contrato social Debian que define um conjunto de princípios básicos, a partir dos quais os membros devem basear as suas actuações;
    * As linhas mestras do software livre Debian, que clarificam o que se quer dizer com o termo "free software", largamente referido no contracto social;
    * A constituição Debian, que descreve a estrutura organizacional para tomadas de decisão formais dentro do projecto, e enumera os poderes e responsabilidades do Debian Project Leader, o Debian Project Secretary e os programadores Debian em geral.

Os programadores Debian elegem um líder para o projeto entre os seus rankings todos os anos. O líder do projeto Debian tem vários poderes especiais, mas o seu poder não é absoluto. Ele pode ser contactado e a sua decisão revertida, pelo voto dos programadores de acordo com o processo de General Resolution. Na prática, isto ocorre com alguma freqüência. (Normalmente apenas a eleição do líder do projeto Debian ocorre no âmbito do General Resolution, mas já ocorreu várias vezes.)

O líder do projeto Debian é empossado para delegar a sua autoridade, e a vários programadores são confiadas responsabilidades especiais delegadas pelo líder, como por exemplo a equipa Debian System Administration (que possui a password do root das máquinas do projecto), e o Release Manager, que decide os objectivos da release de distribuição, supervisiona o processo e toma a decisão final de quanto libertar uma release. Muitos dos delegados mantêm-se nas suas posições durante vários mandatos dos diferentes líderes; as posições mais importantes são mantidas por membros de grande confiança e há muito tempo activos no projecto, e existem muito poucas mudanças mesmo quando muda o líder do projeto.

Uma lista das posições mais importantes no Projecto Debian está disponível em the Debian organization webpage. Muitos, mas não todas estas posições são delegadas pelo líder do projeto.
[editar] Recrutamento de Programadores, Motivação e Demissão

O projecto Debian tem um fluxo constante de pessoas que desejam ser Programadores. Estas pessoas devem passar por um processo onde é estabelecida a sua identidade, motivação, conhecimento dos objectivos do projecto (definido no Contrato Social), e competência técnica. Estão disponíveis mais informações sobre o processo do "New Mantainer" em A página do New Mantainer do Debian.

Os Programadores Debian juntam-se ao projecto pelas mais variadas razões. No passado foram citadas várias razões, que incluem:

    * o desejo de retribuir à comunidade de Software Livre (praticamente todos são utilizadores de software livre);
    * o desejo de ver algumas tarefas de software realizadas (alguns vêem a comunidade dos utilizadores Debian como um sítio de valor para testar e provar a validade de novo software);
    * um desejo de fazer, ou manter o Software Livre competitivo em relação a alternativas proprietárias;
    * o desejo de trabalhar mais perto de pessoas que partilham as mesmas atitudes, interesses e objectivos (o sentido de partilha das pessoas da comunidade do projecto Debian normalmente não é experimentado por elas nos seus empregos pagos);
    * o simples prazer do processo iterativo de desenvolvimento e manutenção de software (alguns programadores têm um nível de dedicação e refinamento do software quase obsessivo).

Os Programadores Debian podem demitir-se das suas posições em qualquer altura, enviando a sua intenção à lista privada do projecto (ou apenas aos Debian System Administrators, se quiserem ser mais discretos). As suas contas serão então apagadas e as suas chaves criptográficas removidas do Project keyring (que permite o upload de pacotes assinados por eles, para que sejam aceitos no arquivo).
[editar] Ciclo de vida dos pacotes Debian

Cada pacote Debian tem um mantenedor (tipicamente, apenas um, mas ocasionalmente pequenas equipes de programadores supervisionam peças de software particularmente complexas). É da responsabilidade dos mantenedores manter o ritmo de acordo com as (caso existam) versões definidas pelos autores do software (a que se chama "upstream"), garantir a portabilidade do pacote com as arquitecturas que o Debian suporta, garantir que o pacote é compatível com a política técnica do Debian, corrigir defeitos no pacote reportados pelos seus utilizadores (que também podem ser outros programadores Debian), e melhorias aos pacotes efectuados pelos seus autores que o farão mais fácil de utilizar, mais configurável, mais seguro e por aí fora.

Periodicamente, um mantenedor de pacotes faz uma release de um pacote fazendo o upload para o directório "incoming" do arquivo de pacotes do Debian (ou usando uma "upload queue" que periodicamente transmite em batch os pacotes para o directório incoming). Após um intervalo (um dia actualmente), o directório incoming é verificado por um processo automático que garante que o upload está bem formado (todos os ficheiros obrigatórios estão no sitio) e que o pacote tem a assinatura digital—produzida por software compatível com o OpenPGP-- do programador Debian. Todos os programadores Debian têm chaves públicas. Os pacotes são assinados devido a duas razões: 1) para permitir verificar se pacotes não assinados, que podem ter sido enviados hostilmente, não serão processados no futuro; e 2) para permitir a contabilização no caso de um pacote conter um defeito sério, uma violação de política ou código malicioso.

Se o novo pacote é validado como: correctamente, assinado e bem formado, é instalado no arquivo, para uma área chamada "pool". Inicialmente, todos os uploads de pacotes aceitos no arquivo são apenas disponibilizados na versão "unstable", que contem a versão mais recente de cada pacote. No entanto, o novo código é também código não experimentado, por isso os pacotes são mantidos nesta área de desenvolvimento/QA durante vários dias (a duração exacta depende da urgência do upload).

Para um pacote passar da área de desenvolvimento/QA para a versão "testing" -- ou seja, o grupo de pacotes que são candidatos a fazer parte da próxima release da distribuição Debian—tem de cumprir vários critérios:

    * tem de ter estado na área QA durante uma duração apropriada de tempo;
    * não pode ter nenhum bug "release-critical" a ele associado (bugs tão sérios que fazem com que não possam ser libertados);
    * tem de ser compilado para todas as arquitecturas planeadas para a release (noutras palavras, pacotes para arquitecturas não libertadas existem apenas na versão de desenvolvimento/QA, não na versão release-candidate);
    * não pode depender de versões de nenhum pacote que não cumpra as condições anteriormente definidas

Desta forma, como é de esperar, um bug release-critical num pacote de que vários pacotes dependam, como por exemplo uma shared library, pode impedir muitos pacotes de entrarem na área de testes, porque essa biblioteca é considerada deficiente.

Periodicamente, o Release Manager, que é um delegado do Debian Project Leader, em concordância com as linhas mestras anunciadas aos programadores alguns meses antes, decide fazer uma release. Isto ocorre quando todo o software importante está razoávelmente up-to-date na versão "release-candidate" para todas as arquitecturas para as quais está planejada a release e quando todos os outros objectivos definidos pelo Release Manager foram atingidos. Nesta altura, todos os pacotes na "release-candidate" passam a fazer parte da "release".

Não é possível a um pacote—particularmente a um antigo, estável e alterado frequentemente—pertencer a mais do que uma versão ao mesmo tempo. As versões são apenas colecções de apontadores para a "pool" de pacotes acima mencionada.

O começo

História
Linus Torvalds, criador e principal mantenedor do núcleo Linux.

O núcleo Linux foi, originalmente, escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet (uma espécie de sistema de listas de discussão existente desde os primórdios da Internet).

Linus Torvalds começou o desenvolvimento do núcleo como um projeto particular, inspirado pelo seu interesse no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum. Ele limitou-se a criar, nas suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix"). E depois de algum tempo de trabalho no projecto, sozinho, enviou a seguinte mensagem para comp.os.minix:
Você suspira pelos bons tempos do Minix-1.1, quando os homens eram homens e escreviam seus próprios "device drivers"? Você está sem um bom projecto em mãos e deseja trabalhar num S.O. que possa modificar de acordo com as suas necessidades? Acha frustrante quando tudo funciona no Minix? Chega de noite ao computador para conseguir que os programas funcionem? Então esta mensagem pode ser exactamente para você. Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando numa versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo do estado em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você espera), e eu estou disposto a disponibilizar o código-fonte para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso ao executar bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress etc. nele.   

Curiosamente, o nome Linux foi criado por Ari Lemmke, administrador do site ftp.funet.fi que deu esse nome ao diretório FTP onde o núcleo Linux estava inicialmente disponível.] (Linus tinha-o baptizado como "Freax", inicialmente)

No dia 5 de outubro de 1991 Linus Torvalds anunciou a primeira versão "oficial" do núcleo Linux, versão 0.02. Desde então muitos programadores têm respondido ao seu chamado, e têm ajudado a fazer do Linux o sistema operacional que é hoje. No início era utilizado por programadores ou só por quem tinha conhecimentos, usavam linhas de comando. Hoje isso mudou, existem diversas empresas que criam os ambientes gráficos, as distribuições cada vez mais amigáveis de forma que uma pessoa com poucos conhecimentos consegue usar o Linux. Hoje o Linux é um sistema estável e consegue reconhecer muitos periféricos sem a necessidade de se instalar os drivers de som, vídeo, modem, rede, entre outros.

Interface padrão do gNewSense, uma das distribuições do Linux

O termo Linux refere-se ao núcleo (em inglês: "kernel") do sistema operativo. O termo também é usado pelos meios de comunicação e usuários para referir-se aos sistemas operacionais baseados no núcleo Linux agregado a outros programas. Segundo Tanenbaum e Silberschatz, um núcleo pode ser considerado o próprio sistema operativo, quando este é definido como um gerenciador de recursos de hardware.


O Linux é um núcleo monolítico: as funções do núcleo (escalonamento de processos, gerenciamento de memória, operações de entrada/saída, acesso ao sistema de arquivos) são executadas no espaço de núcleo. Uma característica do núcleo Linux é que algumas das funções (drivers de dispositivos, suporte à rede, sistema de arquivos, por exemplo) podem ser compiladas e executadas como módulos (em inglês: LKM - loadable kernel modules), que são bibliotecas compiladas separadamente da parte principal do núcleo e podem ser carregadas e descarregadas após o núcleo estar em execução.


Embora Linus Torvalds não tenha tido como objetivo inicial tornar o Linux um sistema portável, ele evoluiu nessa direção. Linux é hoje um dos núcleos de sistemas operativos mais portáveis, correndo em sistemas desde o iPaq (um computador portátil) até o IBM S/390 (um denso e altamente custoso mainframe).

Os esforços de Linus foram também dirigidos a um diferente tipo de portabilidade. Portabilidade, de acordo com Linus, era a habilidade de facilmente compilar aplicações de uma variedade de código fonte no seu sistema; consequentemente, o Linux originalmente tornou-se popular em parte devido ao esforço para que os códigos-fonte GPL ou outros favoritos de todos corressem em Linux.

O Linux hoje funciona em dezenas de plataformas, desde mainframes até um relógio de pulso, passando por várias arquitecturas: x86 (Intel, AMD), x86-64 (Intel EM64T, AMD64), ARM, PowerPC, Alpha, SPARC e etc, com grande penetração também em sistemas embarcados, como handhelds, PVR, consola de videojogos, celulares, TVs e centros multimídia, entre outros.

Inicialmente, Torvalds lançou o Linux sob uma licença de software que proibia qualquer uso comercial. Isso foi mudado de imediato para a GNU General Public License. Essa licença permite a distribuição e mesmo a venda de versões possivelmente modificadas do Linux mas requer que todas as cópias sejam lançadas dentro da mesma licença e acompanhadas do código fonte.

Apesar de alguns dos programadores que contribuem para o núcleo permitirem que o seu código seja licenciado com GPL versão 2 ou posterior, grande parte do código (incluído as contribuições de Torvalds) menciona apenas a GPL versão 2. Isto faz com que o núcleo como um todo esteja sob a versão 2 exclusivamente, não sendo de prever a adoção da nova GPLv3.


O Linux possui suporte de leitura e escrita a vários sistema de arquivos, de diversos sistemas operacionais, além de alguns sistemas nativos. Por isso, quando o Linux é instalado em dual boot com outros sistemas (Windows, por exemplo) ou mesmo funcionando como Live CD, ele poderá ler e escrever nas partições formatadas em FAT e NTFS. Por isto, Live CDs Linux são muito utilizados na manutenção e recuperação de outros sistemas operacionais.

Entre os sistemas de ficheiros suportados pelo Linux, podemos citar FAT, NTFS, JFS, XFS, HPFS, Minix e ISO 9660 (sistema de ficheiros usado em CD-ROMs), este último também com as extensões RRIP (IEEE P1282) e ZISOFS[6]. Alguns sistemas de ficheiros nativos são, dentre outros, Ext2, Ext3, Ext4, ReiserFS e Reiser4.[7] Alguns sistemas de ficheiros com características especiais são SWAP, UnionFS, SquashFS, Tmpfs, Aufs e NFS, dentre outros.

Richard Stallman, fundador do projeto GNU para um sistema operacional livre.

Logo que Linus Torvalds passou a disponibilizar o Linux, ou seja na sua versão 0.01, já havia suporte ao disco rígido, tela, teclado e portas seriais, o sistema de arquivos adotava o mesmo layout do Minix (embora não houvesse código do Minix no Linux), havia extensos trechos em assembly, e ela já era capaz de rodar o bash e o gcc.
Cquote1.png     A linha guia quando implementei o Linux foi: fazê-lo funcionar rápido. Eu queria o núcleo simples, mas poderoso o suficiente para rodar a maioria dos aplicativos Unix.

O próprio usuário deveria procurar os programas que dessem funcionalidade ao seu sistema, compilá-los e configurá-los. Talvez por isso, o Linux tenha carregado consigo a etiqueta de sistema operativo apenas para técnicos. Foi neste ambiente que surgiu a MCC Interim Linux, do Manchester Computer Centre, a primeira distribuição Linux, desenvolvida por Owen Le Blanc da Universidade de Manchester, capaz de ser instalada independentemente em um computador. Foi uma primeira tentativa de facilitar a instalação do Linux.

Desde o começo, o núcleo Linux incluía um sistema básico para chamadas do sistema e acesso aos dispositivos do computador. O núcleo de um sistema operativo define entre várias operações, o gerenciamento da memória, de processos, dos dispositivos físicos no computador e é uma parte essencial de qualquer sistema operacional utilizável, contudo para um sistema operacional adquirir funcionalidade são necessários também vários outros aplicativos que determinam funções específicas que aquele sistema será capaz de desenvolver, os aplicativos existentes em um sistema operacional com a única exceção do núcleo são determinados pelo usuário do computador, como por exemplo: interpretadores de comandos, gerenciadores de janelas, que oferecem respectivamente uma interface para o usuário do computador, CLI ou GUI, e outros aplicativos como editores de texto, editores de imagem, tocadores de som, e, mas não necessariamente, compiladores.

A maioria dos sistemas inclui ferramentas e utilitários baseados no BSD e tipicamente usam XFree86 ou X.Org para oferecer a funcionalidade do sistemas de janelas X — interface gráfica. Assim como também oferecem ferramentas desenvolvidas pelo projeto GNU.

No momento do desenvolvimento do Linux, vários aplicativos já vinham sendo reunidos pelo Projeto GNU da Free Software Foundation (‘Fundação Software Livre’), que embarcara em um subprojeto que ainda continua para obter um núcleo, o GNU Hurd. Porém devido a várias complicações o projeto GNU e demora em desenvolver o Hurd, Stallman acabou adotando o núcleo Linux como base para distribuir os programas do projeto GNU , não obstante diversas pessoas e instituições tiveram a mesma idéia e assim várias distribuições começaram a surgir baseadas no núcleo desenvolvido inicialmente por Linus.

Atualmente, um Sistema Operacional (em Portugal Sistema Operativo) Linux ou GNU/Linux completo (uma "Lista de distribuições de Linux ou GNU/Linux") é uma coleção de software livre (e por vezes não-livres) criados por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, incluindo o núcleo Linux. Companhias como a Red Hat, a SuSE, a Mandriva (união da Mandrake com a Conectiva) e a Canonical (desenvolvedora do Ubuntu Linux), bem como projetos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, compilam o software e fornecem um sistema completo, pronto para instalação e uso. Patrick Volkerding também fornece uma distribuição Linux, o Slackware.

As distribuições do Linux ou GNU/Linux começaram a receber uma popularidade limitada desde a segunda metade dos anos 90, como uma alternativa livre para os sistemas operacionais Microsoft Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas acostumadas com o Unix na escola e no trabalho. O sistema tornou-se popular no mercado de Desktops e servidores, principalmente para a Web e servidores de bancos de dados.

No decorrer do tempo, várias distribuições surgiram e desapareceram, cada qual com sua característica. Algumas distribuições são maiores outras menores, dependendo do número de aplicações e sua finalidade. Algumas distribuições de tamanhos menores cabem num disquete com 1,44 MB, outras precisam de vários CDs, existindo até algumas versões em DVD. Todas elas tem o seu público e sua finalidade, as pequenas (que ocupam poucos disquetes) são usadas para recuperação de sistemas danificados ou em monitoramento de redes de computadores.

De entre as maiores, distribuídas em CDs, podem-se citar: Slackware, Debian, Suse, e Conectiva. O que faz a diferença é como estão organizadas e pré-configuradas as aplicações. A distribuição Conectiva Linux, por exemplo, tinha as suas aplicações traduzidas em português, o que facilitou que usuários que falam a Língua Portuguesa tenham aderido melhor a esta distribuição. Hoje esta distribuição foi incorporada à Mandrake, o que resultou na Mandriva. Para o português, existe também a distribuição brasileira Kurumin (Essa distribuição foi descontinuada pelo seu mantedor), construída sobre Knoppix e Debian, e a Caixa Mágica, existente nas versões 32 bits, 64 bits, Live CD 32 bits e Live CD 64 bits, e com vários programas open source: OpenOffice.org, Mozilla Firefox, entre outros.

Existem distribuições com ferramentas para configuração que facilitam a administração do sistema. As principais diferenças entre as distribuições estão nos seus sistemas de pacotes, nas estruturas dos diretórios e na sua biblioteca básica. Por mais que a estrutura dos diretórios siga o mesmo padrão, o FSSTND é um padrão muito relaxado, principalmente em arquivos onde as configurações são diferentes entre as distribuições. Então normalmente todos seguem o padrão FHS (File Hierarchy System), que é o padrão mais novo. Vale lembrar, entretanto, que qualquer aplicativo ou driver desenvolvido para Linux pode ser compilado em qualquer distribuição que vai funcionar da mesma maneira.

Quanto à biblioteca, é usada a Biblioteca libc, contendo funções básicas para o sistema Operacional Linux. O problema está quando do lançamento de uma nova versão da Biblioteca libc, algumas das distribuições colocam logo a nova versão, enquanto outras aguardam um pouco. Por isso, alguns programas funcionam numa distribuição e noutras não. Existe um movimento LSB (Linux Standard Base) que proporciona uma maior padronização. Auxilia principalmente vendedores de software que não liberam para distribuição do código fonte, sem tirar características das distribuições. O sistemas de pacotes não é padronizado.

ArchLinux, Debian, Fedora, Mandriva, Mint, Opensuse, PCLinuxOS, Puppy, Sabayon, Slackware e Ubuntu são algumas das distribuições mais utilizadas actualmente, listadas aqui por ordem alfabética.

Um exemplo de distribuição que corre num CD é o Kurumin Linux, criado por Carlos Eduardo Morimoto, baseada no Knoppix.

De entre as distribuições consideradas mais difíceis de gerir (por preferirem assegurar a estabilidade tecnológica em detrimento da interface de utilizador), destacam-se a Debian, Gentoo e Slackware.

Um programa, assim como toda obra produzida atualmente, seja ela literária, artística ou tecnológica, possui um autor. Os Direitos sobre a idéia ou originalidade da obra do autor, que incluem essencialmente distribuição, reprodução e uso é feito no caso de um programa através de sua licença.

Existem dois movimentos que regem o licenciamento de programas no mundo livre, os programas de código aberto e os programas livres. Os dois representados respectivamente pela OSI e pela FSF oferecem licenças para produção de software, sendo seus maiores representantes a licença BSD e a GPL.

O Linux oferece muitos aplicativos de open source, contudo nem todos podem ser considerados programas livres, dependendo exclusivamente sob qual licença estes programas são distribuídos. Os programas distribuídos sob tais licenças possuem as mais diversas funcionalidades, como desktops, escritório, edição de imagem e inclusive de outros sistemas operacionais.

Também existem organizações inclusive no mundo livre como a organização Linux Simples para o Usuário Final (SEUL) que tem como objetivo adotar a maior gama possível de aplicativos de alta qualidade produzidos sobre a GPL. É um projeto voluntário que atualmente se foca no aprendizado de Linux, seu uso na ciência e em documentos de advocacia, bem como gerenciar e coordenar projetos de desenvolvimento de aplicativos.

Linux foi o nome dado ao núcleo de sistema operacional criado por Linus Torvalds. Por extensão, sistemas operacionais que usam o núcleo Linux são chamados genericamente de Linux. Entretanto, a Free Software Foundation afirma tais sistemas operacionais são, na verdade, sistemas GNU, e o nome mais adequado para tais sistemas é GNU/Linux, uma vez que grande parte do código-fonte dos sistemas operacionais baseados em Linux são ferramentas do projeto GNU.

Há muita controvérsia quanto ao nome. Eric Raymond afirma, no Jargon File, que a proposta da FSF só conseguiu a "aceitação de uma minoria" e é resultado de uma "disputa territorial".[10] Linus Torvalds afirma que consideraria "justo" que tal nome fosse atribuído a uma distribuição do projeto GNU, mas que chamar os sistemas operacionais Linux como um todo de GNU/Linux seria "ridículo".[11] Linus disse não se importar sobre qual o nome usado, considera a proposta da GNU como "válida" ("ok") mas prefere usar o termo "Linux".

O símbolo do software foi escolhido pelo seu criador, que achou a foto de um pinguim na internet.
Em 1996, muitos integrantes da lista de discussão "Linux-Kernel" estavam discutindo sobre a criação de um logotipo ou de um mascote que representasse o Linux. Muitas das sugestões eram paródias ao logotipo de um sistema operacional concorrente e muito conhecido. Outros eram monstros ou animais agressivos. Linus Torvalds acabou entrando nesse debate ao afirmar em uma mensagem que gostava muito de pingüins. Isso foi o suficiente para dar fim à discussão.
Tux.

Depois disso, várias tentativas foram feitas numa espécie de concurso para que a imagem de um pingüim servisse aos propósitos do Linux, até que alguém sugeriu a figura de um "pingüim sustentando o mundo". Em resposta, Linus Torvalds declarou que achava interessante que esse pingüim tivesse uma imagem simples: um pingüim "gordinho" e com expressão de satisfeito, como se tivesse acabado de comer uma porção de peixes. Torvalds também não achava atraente a idéia de algo agressivo, mas sim a idéia de um pingüim simpático, do tipo em que as crianças perguntam "mamãe, posso ter um desses também?". Ainda, Torvalds também frisou que trabalhando dessa forma, as pessoas poderiam criar várias modificações desse pingüim. Isso realmente acontece. Quando questionado sobre o porquê de pingüins, Linus Torvalds respondeu que não havia uma razão em especial, mas os achava engraçados e até citou que foi bicado por um "pingüim assassino" na Austrália e ficou impressionado como a bicada de um animal aparentemente tão inofensivo podia ser tão dolorosa.

PROJETO GNU

Projeto GNU, em computação, é um projeto iniciado por Richard Stallman em 1984, com o objetivo de criar um sistema operacional totalmente livre, que qualquer pessoa teria direito de usar, estudar, modificar e redistribuir o programa e seu código fonte, desde que garantindo para todos os mesmos direitos.
Este sistema operacional GNU deveria ser compatível com o sistema operacional UNIX, porém não deveria utilizar-se do código fonte do UNIX. Stallman escolheu o nome GNU porque este nome, além do significado original do mamífero Gnu, é um acrônimo recursivo de: GNU is Not Unix (em português: GNU Não é Unix).
A partir de 1984 Stallman e vários programadores, que abraçaram a causa, vieram desenvolvendo as peças principais de um sistema operacional, como compilador de linguagem C, editores de texto, etc.
Em 1991 o sistema operacional já estava quase pronto, mas faltava o principal, que é o núcleo do sistema operacional. O grupo liderado por Stallman estava desenvolvendo um núcleo chamado Hurd. Porém, em 1991, um jovem finlandês chamado Linus Torvalds havia criado um núcleo que poderia usar todas as peças do sistema operacional GNU. Este núcleo ficou conhecido como Linux, contração de Linus e Unix.
Atualmente, o sistema operacional GNU com o Linux é conhecido como GNU/Linux, que é como o projeto solicita aos utilizadores que se refiram ao sistema completo, embora a maioria das pessoas se referem ao sistema apenas como Linux por uma questão de comodidade.
Mas o próprio Linus Torvalds discorda da nomenclatura GNU/Linux, chamando seu Sistema Operacional apenas de Linux. A discussão e desentendimento entre Stallman e Torvalds prosseguem acerca da correta nomenclatura a respeito do Sistema, arrastando também as opiniões dos inúmeros usuários e desenvolvedores do Sistema GNU/Linux (ou apenas Linux).